sexta-feira, 15 de abril de 2011

Lala, Lainha.

Eu penso o tempo inteiro nela. É algo que parece que já faz parte de mim. Essa parte melancólica que parece ora acreditar demais, ora acreditar de menos. E aí vem o susto. Me dou conta de que não é um pesadelo, não é mentirinha. A Lala não tá mais aqui com a gente.
E já fazem 4 meses e meio e essa montanha russa de saudade me invade desde as primeiras horas do dia até os últimos minutos da noite.
Lembro do sorriso dela, de quando me abraçava e me chamava de "amor da minha vida". Lembro dela me levando pra passear e visitar as pessoas, rindo das minhas histórias. Ficava vendo eu experimentar as roupas nas lojas e palpitando. Todas as vezes que eu me machucava, ligava pra minha "médica" de plantão que sabia como tratar. E quando de repente chegava uma caixinha do correio com algum vestidinho que ela achou a minha cara? Ela mandava cartinhas contando dos acontecimentos.
E daí me vem a suspresa. Ela não tá mais aqui, coração, entenda de uma vez!
Começa a aparecer flashs do dia 5 de dezembro, a notícia, o olhar dos familiares, o sentimento de ter o teu chão, o teu céu, tua referência retirada de supetão.
Fica difícil olhar as fotos, fica difícil praticar o "lembrar". Tudo dói.

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